quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Quais serão as palavras?

E a sirene apitava do lado de fora em frente à janela apitava, aguda, apitava. Uma ambulância. Eram só cinco horas daquela tarde e apitava apitava apitava. O trânsito a impedia. Eu dizia: "sirene aguda!trânsito às 17 horas, acredita?na rua de casa!não, nem é via principal!" e nada acontecia. Palavras palavras, quais eram as próximas? palavras? palavras! Você é suas palavras e enquanto: "Recurso! Penhora! Não gosto de Direito... mestrado? Letras? Linux!" palavras. próximas. nada acontecia... Se saíssem palavras novas, nova vida seria, nova verdade, novo eu... e as palavras que vinham? "Concurso, concurso, com curso, concussão, contraprestação, contra, contra, resistente, Direito, Linux"... palavras! nada acontecia. novidade? novidade é palavra antiga. hummmm Budapeste, Chico Buarque outra língua?! I study the Law! Je suis un étudiant de Droit! palavras palavras nada acontecia.
quais eram as próximas?
o passo seguinte?
Chrome OS! Samsung Jet! Moblin! ufa

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Senado

Por mais que saibamos que é apenas maquiagem, às vezes, nós devemos nos pintar de palhaço para sermos ouvidos pelo coro do circo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

velhos amigos...

Cada dia mais dentro ao mês, vinham-me as personagens de meu antes; aquelas que eu mesmo havia posto no mundo. Elas cutuca- vam-me a nuca e diziam: “E nós? Irá mesmo nos abando- nar?” Nesta época de minha vida, Zeus*, já velhusco, coxeava de uma perna. Meu sangue sangrava em carne por vê-lo assim: "Como pude deixar? Uma personagem nascida da força, viril, hoje aos frangalhos, quase a morder a bengala tamanho arco curvado nas costas." Eu nada podia fazer... Ficava parado, apertando os números do computador enquanto enxergava os músculos se desfazendo em flacidez no corpo daquele coitado. O chapéu perdia a tampa, e eu: “20% de R$1,230”. A cada cálculo uma parte do corpo. Eu trocava os números pela morte das minhas criações. As rugas me mordiam a face. E aos 32 anos eu já tinha a aparência secular. Às vezes, quando pegava-me distraído ao computador, dava à criação mais um filho. Sem querer! Confesso que preferiria não mais criar! Mas como droga que me acerca, qualquer segundo pensando e não “trabalhando”, era como retomar um vício de antes... e via nascer um rebento ao lado dos demais. Zeus* tinha gestos de avô. Era o único que não desfalecia ao eterno. Pegava as crianças no colo e contava todas as histórias que um dia ele sonhou vivenciar. Dizia que seu pai (no caso, eu) um dia lhe daria uma estória, com armas, dragões, danças, músicas, malandragem e poesia... mas que papai estava “trabalhando”; ao que a criança indagava com o tudo que entendia: “Mas, até quando?”. E então eu, já silcado na testa a junção da sobrancelha calva, chorava ao milhar de 'até quando's eu podia contar...

*Referência à personagem de um teatro inacabado de nome "Zeus Tropical" clamando por atenção novamente.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Uma firme indicação, que me fez repensar minha escrita.

http://eupenseiqueeraela.blogspot.com/2009/09/iracema.html

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Algum no farol

O caminho do mar à praia soa suado aos propósitos do divino. Digo isto, até de maneira herética, não apenas por encalçar em Deus os mortais sapatos dos homens, mas também, por refugar-lhe uma visão futura de plena e correta construção. Enquanto isso, eu vejo aos poucos, os mal passos pisados que pude imprimir nas marcas da areia. Foi com esse modelo de pensamento pobre que me acerquei da vontade de entrar no farol. Era um funcionário calmo como em qualquer serviço pode se encontrar. Mas, após alguns relatos de indignação com o rumo da humanidade, optei por resguardar-me no farol da praia; o antigo farol da cidade. A lenda traz para sempre, o que aquela construção significava aos habitantes dessa região. A própria inscrição na pedra primeira do farol, trazia consigo um canto ao ocorrido:

“Fomos colonizados por aqueles que sabiam o que devíamos fazer. Fomos abençoados pela sabedoria do povo que mais trouxe benefícios a esta região. Entretanto, relutamos e "vencemos". O avançar era duro e não entendíamos o porquê de chegarmos à evolução. Todos foram expulsos, mas o farol, antes erguido por eles, hoje mantido por nós, relembra-nos o tempo de outrora. Voltarão?”

Estávamos, pois, arrependidos de nossos próprios passos de emancipação. Nunca foi do fácil entender o evolver. Para o homem do mundo dos concretos, do aparato físico, dos números ordinais, cardinais, a abstração é tarefa de árduo serviço. Os poucos abstratos como eu, refugiaram-se ou no insucesso, ou na incompreensão. Afinal, quando naufragado em um mundo de concretos, caso você opte por colher do abstrato, é como se nada mais então existisse. Ao olhar para o espelho, para uma pedra, ou para um corpo, o máximo que se verá é seu próprio pensamento. Mas independente do tudo, você será rotulado de distraído pelos adoradores de pedras. Eu, antes do rótulo, enfiei-me no farol.

René Moraes

sábado, 8 de agosto de 2009

Agradecimentos...

Olá, gostaria de agradecer a todos que puderam comparecer ao evento de lançamento do livro, seja fisicamente, emocionalmente, e-mailmente, mensagemente, telefonemente e assim sucessivamente. Abaixo, algumas fotos para ilustrar o momento...
Beijos e abraços!










quarta-feira, 8 de julho de 2009

Dias Contados

Caros leitores,

Eu e Andross Editora temos a honra de convidá-lo(a) para o lançamento do livro Dias Contados, uma antologia com contos sobre o fim do mundo, escrita por vários autores e organizada pelos escritores Ricardo Delfin & Danny Marks.

Sinopse:

Como um Deus onipotente em sua obra, cada um dos 48 autores selecionados por Ricardo Delfin e Danny Marks, criou um mundo e o destruiu... do princípio... ao fim. Este manual de sobrevivência ao fim dos tempos é um alerta para todos aqueles que acreditam que serão eternos. O fim está próximo e os dias estão contados.


Programação do evento de lançamento


Data: 01 de agosto de 2009, das 15 às 20 horas


Local: Biblioteca Viriato Correa de Literatura Fantástica - R. Sena Madureira, 298, Vl. Mariana, São Paulo, SP - Tel: 11 5573-4017 - Mapa


Serviço: Venda do livro DIAS CONTADOS ao valor promocional de lançamento de R$ 19,00 a unidade. Dinheiro ou cheque. Também estarão disponíveis para venda outros títulos da Andross que possuírem autores que também estejam publicando no livro DIAS CONTADOS.


15h00min : MESA- REDONDA "OS SINAIS DO FIM DO MUNDO"


Mediador:

Silvio Alexandre


Integrantes:

Sérgio Pereira Couto

Danny Marks

Ricardo Delfin


Sinopse:

Sérgio Pereira Couto, com sua longa experiência na temática, explanará sobre o fim do mundo ao longo dos tempos. Em seguida, Ricardo Delfin e Danny Marks exporão suas impressões sobre os trabalhos selecionados para compor o livro Dias Contados e, sob mediação de Silvio Alexandre, todos debaterão.


16h00min : LEITURA DRAMÁTICA DE CONTOS DO LIVRO DIAS CONTADOS


Intérprete:

Cristiana Gimenes


Sinopse:

Cinco contos publicado no livro Dias Contados serão interpretados no palco por Cristiana Gimenes.


17h00min : LANÇAMENTO DO LIVRO DIAS CONTADOS


Sinopse:

Em coquetel promovido pela Andross Editora, os autores do livro DIAS CONTADOS se disponibilizarão para dedicatórias aos convidados.